sexta, 18 de setembro de 2026
ALESC
17/09/2026 | 07:00

SES apresenta relatório de prestação de contas para Comissão de Saúde da Alesc

Foto: Bruno Collaço/Agência Alesc
 
Atendendo ao que preceitua a Lei Complementar 141/2012, representantes da Secretaria de Estado da Saúde (SES) estiveram na manhã desta quarta-feira (16) na Assembleia Legislativa para apresentar o relatório da gestão da Pasta referente aos dois primeiros quadrimestres de 2026.
 
Na ocasião, foram apresentadas informações sobre a aplicação de recursos, a produção de serviços públicos de saúde e as auditorias realizadas ou em andamento.
 
Recursos e investimentos na saúde
Na abertura, o secretário da SES, Diogo Demarchi, destacou o aumento do volume destinado ao setor, que, entre janeiro e agosto deste ano, chegou a R$ 9,6 bilhões, com a maior parcela correspondendo ao Fundo Estadual de Saúde, com R$ 9,542 bilhões, seguido do Fundo Estadual de Apoio aos Hospitais Filantrópicos, Hemosc, Cepon e Hospitais Municipais, com R$ 65,5 milhões.
 
Diogo Demarchi, secretário da SES
“Esse investimento representa entre 15% e 16% da arrecadação pública estadual e estamos na expectativa de que neste ano possamos bater o recorde de investimentos realizado no ano passado, que foi o maior da história.” Diogo Demarchi - Secretário da SES - Foto: Ana Quinto/Agência Alesc
 
O documento também registra R$ 348 milhões em recursos firmados com municípios por meio das associações de municípios. Os valores apresentados variam conforme a região, chegando a R$ 40 milhões para a Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec) e R$ 35,9 milhões para a Associação dos Municípios do Médio Vale do Itajaí (Amve).
 
Sobre este tema, os deputados que integram a comissão apresentaram questionamentos principalmente sobre a quantidade de pessoas que aguardam os serviços.
 
Em resposta, Demarchi defendeu a eficiência da gestão da SES.
 
“De 100 mil pacientes que temos aguardando, prontos para cirurgia, a imensa maioria, mais de 90%, são pacientes de 2025 para cá.”
Neste sentido, ele falou sobre os critérios que estão sendo utilizados pela secretaria para a realização dos atendimentos.
 
“Nossas métricas são de 60 dias a partir da emissão da AIH (autorização de internação hospitalar) para oncologia, as quais mais de 80% estamos fazendo; 90 dias a partir da emissão da AIH para média complexidade; e até 120 dias para alta complexidade.”
Ampliação da rede
Outro ponto destacado foi a ampliação da participação de hospitais particulares no atendimento pelo SUS.
 
Segundo o relatório, nove hospitais passaram a atender pelo sistema a partir das habilitações estaduais de alta complexidade criadas em 2023 para áreas como cardiologia, ortopedia, trombectomia e cirurgia bariátrica.
 

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