Psicóloga e escritora Deborah Dubner reflete sobre o luto, a importância dos vínculos afetivos e a oportunidade de valorizar quem continua ao nosso lado.
O Dia de Finados, celebrado em 2 de novembro, é uma data marcada pela memória, pela saudade e pela homenagem às pessoas que partiram. Para além das visitas aos cemitérios, das flores e das orações, o momento também convida à reflexão sobre o significado das relações humanas e a importância de cultivar os afetos enquanto há tempo.
Em seu artigo “Dia de Finados: a presença da ausência”, a psicóloga e escritora Deborah Dubner aborda a saudade como uma experiência que reúne diferentes emoções. A ausência pode provocar dor, vazio e perguntas sem respostas, mas também pode trazer conforto e gratidão pelas histórias compartilhadas.
Segundo a autora, não existe uma única maneira de viver o luto, nem um prazo determinado para deixar de sofrer. Cada pessoa encontra sua própria forma de lidar com a perda, e lembranças despertadas por uma música, um cheiro, uma fotografia ou uma comida podem aproximar, por alguns instantes, o passado do presente.
*O amor que permanece nas lembranças*
No artigo, Deborah compartilha a experiência de uma amizade com uma mulher de 80 anos que recebeu um diagnóstico de câncer. Diante da gravidade da situação, a autora decidiu visitá-la com frequência, aproveitando as tardes de conversa, as histórias e os momentos de convivência.
A experiência mostrou que estar presente enquanto alguém ainda está ao nosso lado pode transformar a maneira como enfrentamos a despedida. Mesmo depois da morte da amiga, a saudade permaneceu acompanhada da sensação de ter vivido intensamente aquele vínculo.
A reflexão também destaca que tristeza e gratidão podem coexistir. É possível chorar pela ausência e, ao mesmo tempo, sorrir ao recordar momentos felizes. A dor da perda não elimina o valor das experiências vividas nem o amor construído ao longo do tempo.
*Valorizar os vínculos enquanto há tempo*
Para Deborah Dubner, o Dia de Finados também é uma oportunidade de olhar para as pessoas que continuam presentes em nossas vidas. A lembrança de quem partiu pode nos incentivar a demonstrar carinho, dedicar tempo às relações e não deixar para depois conversas, encontros e gestos de afeto.
A autora é psicóloga formada pela PUC-SP, escritora, palestrante TEDx e especialista em Psicologia Positiva, Neurociência e Ciência da Felicidade. Também atua como professora de pós-graduação da PUC Paraná e é autora de sete livros sobre autoconsciência e desenvolvimento humano.
*E você, qual lembrança de alguém especial continua presente em sua vida e ajuda a manter vivo esse vínculo?*
Siga nossas redes sociais para acompanhar mais notícias, histórias e reflexões.
\#DiaDeFinados #Saudade #ValorizaçãoDaVida