quarta, 04 de novembro de 2026
Polícia
06/01/2026 | 00:10

Saiba o que acontece a partir de agora com a acusada da morte do personal trainer, presa no Paraná, depois de fugir por quase dois meses

Com a prisão de Juliana Ferraz, de 31 anos, no Paraná, a investigação sobre a morte do personal trainer Guilherme Augusto Pacheco Montani, de 34 anos, entra em uma fase decisiva. A partir de agora, a Polícia Civil de Santa Catarina já deve ter  solicitado a transferência da acusada para a Penitenciária de Itajaí, onde o crime ocorreu e onde tramita todo o inquérito policial.
 
A transferência é considerada essencial porque ainda falta o depoimento da acusada, etapa obrigatória antes da conclusão da investigação. Somente após essa oitiva é que a Polícia Civil poderá finalizar o inquérito e encaminhá-lo ao Ministério Público de Santa Catarina, que decidirá se oferece denúncia formal à Justiça.
 
O crime aconteceu na noite de 18 de novembro de 2025, no centro de Itajaí. Guilherme foi morto a tiros logo após sair de uma academia, onde trabalhava como personal trainer. O caso causou forte comoção social na cidade.
 
Juliana Ferraz foi presa na madrugada desta segunda-feira (5), em Campo Mourão, no Paraná, após permanecer foragida desde o dia do crime. A captura foi resultado de trabalho de inteligência que identificou possíveis locais onde ela estaria escondida. Ela foi localizada após ser vista em um local público da cidade.
 
A investigação aponta que a motivação do crime está ligada ao inconformismo com o fim do relacionamento, encerrado no início de 2025. A Polícia Civil sustenta que o homicídio foi premeditado.
 
O fator fuga pesa contra a defesa
 
Um ponto que passa a pesar fortemente contra a acusada é o período em que permaneceu foragida após o crime. Esse detalhe deve ser decisivo nos próximos passos do processo.
 
A defesa deve tentar pedidos de Habeas Corpus para que ela responda ao processo em liberdade. No entanto, para o Ministério Público e para o Judiciário, a fuga registrada logo após o homicídio é vista como um argumento forte para negar esse tipo de pedido.
 
Na prática, a Justiça costuma entender que quem já fugiu uma vez tem maior risco de fugir novamente, caso volte a ter acesso à liberdade. Por isso, a tendência é que a prisão seja mantida, agora com base na necessidade de garantir a aplicação da lei penal e o andamento do processo.
 
Esse entendimento pode levar à conversão da prisão temporária em prisão preventiva, o que manteria a acusada presa durante toda a investigação e até o julgamento final — um processo que, em casos de homicídio, pode se estender por anos.
 
Você acha que quem foge após um crime deve responder preso até o fim do processo?

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