A Medalha de Lauro Müller é a peça escolhida para a edição de setembro do projeto Peça do Mês, da Fundação Genésio Miranda Lins (FGML). A exposição marca o centenário de morte de Lauro Müller e apresenta ao público um item que não era exposto desde 2006.
A proposta da Peça do Mês é colocar em evidência objetos que integram os acervos da Fundação e que permanecem guardados ou têm poucas oportunidades de serem apresentados ao público. A escolha das peças segue temáticas estabelecidas pela instituição e permite conhecer diferentes itens preservados pelo acervo histórico.
A medalha está relacionada à trajetória de Lauro Müller e remete às obras realizadas por ele durante o período em que atuou como ministro. A peça passa a integrar a exposição justamente no ano em que são lembrados os 100 anos de sua morte.
A escolha também permite aproximar o público de um objeto que permaneceu por quase duas décadas fora das exposições. Desde 2006, a medalha não era apresentada aos visitantes.
O projeto Peça do Mês busca, por meio dessas exposições temporárias, ampliar o acesso ao acervo e apresentar objetos que ajudam a contar diferentes momentos da história. A cada edição, uma nova peça é selecionada de acordo com a temática definida pela Fundação Genésio Miranda Lins.
Quem foi Lauro Müller
Lauro Severiano Müller nasceu em Itajaí, em 8 de novembro de 1863, e teve uma trajetória ligada à política catarinense e à administração pública brasileira. Formado em engenharia militar, iniciou a carreira pública no período de transição do Império para a República e, em 1889, recebeu de Deodoro da Fonseca a incumbência de organizar a então província de Santa Catarina, recém-transformada em estado.
Ao longo da carreira, foi governador de Santa Catarina, deputado federal, senador e ministro. Entre 1902 e 1906, comandou o Ministério da Indústria, Viação e Obras Públicas, período ao qual está relacionada a medalha apresentada na edição de setembro da Peça do Mês. Também foi ministro das Relações Exteriores entre 1912 e 1917.
Lauro Müller morreu em 30 de julho de 1926, no Rio de Janeiro, aos 62 anos. Em 2026, o centenário de sua morte é lembrado por instituições de Itajaí, cidade onde nasceu e que mantém diferentes referências à sua trajetória.